Entenda porquê não resolve o problema

Você já foi transferido para a página do banco onde solicitaram sua senha bancária durante uma compra online? Se isso já aconteceu, muito provavelmente você ficou desconfiado e pode até ter desistido de finalizar a compra, correto?

Pode ser que não haja nada de ilícito nessa situação, que seja apenas parte do processo para certificar que o usuário é de fato o proprietário do cartão. Esse tipo de autenticação, conhecida como “3DS”, não é propriamente uma novidade do mercado.

As compras autenticadas são de responsabilidade do banco (emissor), o que é ótimo para o lojista, que fica isento de qualquer possível chargeback. Mas nem tudo é perfeito, esse tipo de autenticação costuma ter baixas conversões e gerar aumento das desistências (fruto da desconfiança dos usuários). Segundo o Global Payment Regulation & Authentication Report, publicado pela Ravelin, em 2019, 52% das transações direcionadas ao 3DS foram perdidas.

Percebendo que o 3DS dificultava a conversão dos lojistas, o EMVCo (comitê que reúne os maiores representantes da indústria de meio de pagamento) se mobilizou e lançou uma uma nova versão: o 3DS 2.0, ou também conhecido como EMV 3DS.

 

Afinal, quais são as diferenças?

Para que você entenda melhor as diferenças, vou explicar como funciona a primeira versão e o que mudou efetivamente.

No fluxo de pagamento com desafio (senha), o cliente passa os dados do cartão para o estabelecimento que solicita a autenticação para o 3DS. A partir disso, a requisição vai para o MPI (plataforma de autenticação), que encaminha para a bandeira, que solicita a análise de risco para o emissor.

O emissor, por sua vez, pode solicitar a desafio e retorna com a resposta. Se a autenticação do banco for negada, o estabelecimento ainda poderá escolher se irá arcar com os riscos da transação — no caso de uma transação não autenticada, o custo do chargeback passa a ser da empresa responsável pela venda. Por isso, muitos estabelecimentos recorrem às soluções antifraude, para auxiliar na busca por um ponto ótimo entre aprovações e rejeições — para saber mais, leia o artigo Balanço da Fraude de Cartão de Crédito.

 

Fluxo do 3DS 1.0

 

Com o 3DS 2.0, o fluxo interno permanece praticamente o mesmo, o que muda é a interface com o usuário. Ao invés de uma nova página, uma lightbox é aberta no mesmo endereço. A nova versão é capaz de processar um maior volume de informações que aumentam as chances de uma autenticação silenciosa, ou seja, quando o emissor não precisa solicitar uma senha.

Outros recursos são: a adaptação ao mobile, a possibilidade de requisição de outros tipos de desafio (como SMS e token), ampliação do uso da função débito e a separação da transação do processo de autenticação (se houver falha, a transação não é perdida).

 

Porquê o 3DS não resolve o problema

Ficou claro que a indústria de tecnologia de pagamento está evoluindo. Ainda que as melhorias possam refletir em maiores taxas de conversão, é preciso ter em mente que o objetivo é chegar o mais próximo possível de 100% — e estamos muito longe disso. Afinal, conquistar uma venda não é tarefa fácil e perdê-la na cara do gol é realmente frustrante.

Ainda existe uma série de dificuldades envolvendo uma possível utilização do protocolo 3DS 2.0. Primeiramente, a implementação completa, hoje, envolve profundo alinhamento entre lojista, processador de pagamentos, bandeira e banco. Mesmo que esse obstáculo inicial seja superado, outras questões ainda pairam no ar.

Uma das mais significativas, é como os bancos decidirão seu perfil de risco e como isso poderá impactar o lojista final. Para a instituição financeira, a matemática parece ser simples — na dúvida, melhor não correr o risco de um impacto financeiro direto (chargeback). Sendo o banco quem arca com os custos de um chargeback, a prioridade da autenticação não será necessariamente a maximização da receita do lojista. A esse passo, a empresa perde controle sobre decisões importantes do seu negócio.

Além disso, vale considerar que o 3DS tem um custo e aplicá-lo em todas as transações com certeza não será a melhor estratégia. Se o lojista tiver dados suficientes para provar que uma transação é de baixo risco, ele poderá evitar uma autenticação e, consequentemente, o ônus da mesma. É a leitura eficiente desses dados que permitirá uma maximização da receita — é aí que o antifraude entra como um grande aliado.

Contar com uma solução antifraude permite ter maior visibilidade e controle da performance das aprovações, da experiência do cliente e no nível de chargebacks. Com um sistema mais personalizado, é possível até mapear clientes de confiança e diminuir os chamados falsos positivos.

É por isso, que aqui na Legiti valorizamos o contato contínuo com os nossos clientes a fim de oferecer a solução antifraude mais adaptada às características de cada negócio.

Nosso objetivo, mais do que diminuir os chargebacks, é aumentar o dinheiro que fica no seu bolso. Conheça mais em legiti.com.