Não é mais novidade que o consumidor mudou a maneira de comprar e, consequentemente, isso afetou diretamente alguns setores, que passaram a observar cada vez mais golpistas tentando fraudar transações para fazer dinheiro fácil. Um dos segmentos que viu um aumento muito grande nas vendas online foi o de farmácias.

Desde o início da pandemia de covid-19, muitas pessoas passaram a adquirir medicamentos e até mesmo cosméticos via comércio eletrônico. Para se ter uma ideia do volume, a pesquisa “Consumo Online no Brasil” aponta que 9 entre 10 brasileiros aumentaram suas compras de mantimentos e itens de farmácia via apps ou canais digitais em 2021.

Por isso, esse setor passou a ser bastante visado pelos golpistas e exige que as empresas se adequem à nova realidade para que possam ganhar agilidade, não gerando fricção ao bom usuário, e também se proteger das fraudes, evitando chargebacks.

Pensando nisso, a Legiti decidiu explicar como funcionam alguns golpes mais comuns no setor de farmácias e trazer algumas dicas sobre como as empresas podem se proteger. Confira:

Testadores de cartões

Este golpe é bastante comum em comércio eletrônico e se aproveita dos inúmeros vazamentos de dados no Brasil. Nele, os golpistas adquirem uma base com inúmeros dados de cartões vazados e começam a realizar testes para verificar quais possibilitam realizar uma fraude.

Assim, eles testam a compra de produtos mais baratos, de R$ 2 ou R$ 5 para verificar se os dados estão válidos. Se a compra for aprovada, elas já tentam algo maior, na casa de R$ 30 ou R$ 50, para saber se o cartão tem saldo.

Se essa última situação for aprovada, os fraudadores já vão para grandes compras, normalmente acima de R$ 500 ou até R$ 1.000. Caso consigam esse compra, eles se aproveitam para retirar rapidamente os produtos comprados com o cartão de terceiro e revendem, “lavando” a transação e conseguindo o dinheiro.

Neste caso, o problema é muito grande para as farmácias que vendem online, já que terão perdas em dobro: o estabelecimento terá de arcar com o chargeback gerado ao dono original do cartão e ainda perderá a mercadoria vendida ao fraudador.

Além disso, esse tipo de golpe gera um dano à imagem do negócio, fazendo com que a reputação fique baixa e a procura de novos clientes caia. Atualmente, a maioria das pessoas prefere pagar mais caro e ter uma boa experiência na compra.

Compre e retire

Outro ponto que vem gerando muitas fraudes em farmácias é o famoso “compre e retire”. A situação é parecida com a dos testadores de cartão, mas neste caso não necessariamente eles irão ficar testando um cartão para o golpe.

Os golpistas se aproveitam de vulnerabilidades no sistema antifraude para conseguirem fazer um roubo de contas (account takeover) ou criam uma identidade sintética – fraude na qual o golpista combina informações verdadeiras e falsas para criar uma nova identidade – e realizam um golpe na plataforma.

No segundo caso, seria necessária a testagem de cartões vazados, mas no primeiro bastaria conseguir acessar contas com cartões cadastrados no sistema e realizar a compra. A sequência é a mesma: os fraudadores se dirigem rapidamente a um estabelecimento após a compra ser aprovada e retiram o produto para revendê-lo, deixando os prejuízos para a empresa.
Além disso, quando falamos de cosméticos os riscos aumentam ainda mais já que são produtos com alto valor agregado e de fácil revenda.

Mas como se proteger?

Conseguir fazer sua empresa estar apta a lidar com os golpes não é tão simples como parece. Sem uma ferramenta antifraude adequada, seu estabelecimento corre o risco de ter uma alta taxa de reprovação de pedidos, o que vai gerar muitas reclamações e experiência ruim aos bons clientes.

Para lidar com a criatividade dos golpistas e acompanhar a velocidade que o comportamento do consumidor muda, é indispensável ter como aliado um antifraude que conte com as melhores tecnologias e utilize Machine Learning.

O antifraude da Legiti tem uma capacidade de processamento enorme, quase o dobro de outras ferramentas disponíveis no mercado, e tem a vantagem de ser totalmente adaptável aos negócios. Assim desenvolvemos um modelo único que é capaz de atender todas as necessidades e auxiliar na tomada de decisão.

Para lidar com golpes como os citados acima, contamos com centenas de variáveis que analisam o comportamento do fraudador durante a transação. Nossa ferramenta verifica informações como a quantidade de contas acessadas a partir de um mesmo dispositivo, inúmeras compras de um mesmo produto vindas de uma mesma região, enfim, todo o contexto de compra.

Tudo isso sem a necessidade de passar por uma mesa de aprovação e em menos de 3 segundos, trazendo segurança sem impactar na experiência do usuário. Nossos clientes observam um aumento de 7%, em média, na taxa de aprovação e, ao mesmo tempo, reduzem em mais de 44% a taxa de chargeback.

Ainda não é cliente Legiti e quer saber como podemos te ajudar? Preencha este formulário, nosso time entrará em contato!

Artigo escrito por Felipe Oliveira
Felipe Oliveira é jornalista apaixonado por futebol, mas decidiu levar os esportes apenas como lazer depois trabalhar na redação em uma edição de Jogos Olímpicos e uma Copa do Mundo. Formado também em Direito, desde 2019 aceitou o desafio de escrever sobre tecnologia e, em 2021, passou a atuar com o tema fraudes. No tempo livre gosta de assistir a jogos de futebol e matar a saudade da infância com canais de YouTube sobre games antigos.