Os smartphones fazem parte da rotina de vida de qualquer pessoa e cada vez mais se consolidam como uma ferramenta para realizar alguma transação. Os consumidores usam os aparelhos celulares para fazer transações bancárias, pesquisar produtos, criar roteiros de viagens, etc.

Seja para comprar algo ou até mesmo fazer uma aposta online, os consumidores já modificaram seu comportamento e preferem o mobile do que os dispositivos fixos.

Uma pesquisa recente mostrou que 72% das transações realizadas em 2021 ocorreram no celular. O problema é que não são apenas os bons usuários que seguem essa tendência. As tentativas de fraudes a partir de dispositivos móveis seguem crescendo.

A boa notícia (já vamos explicar porquê) é que os fraudadores não costumam ter muitos dispositivos à disposição para aplicar as fraudes. Enquanto os bons clientes possuem, em média, 1,7 dispositivo, a média dos cibercriminosos é de apenas um aparelho.

Isso significa que possuir uma plataforma antifraude que se baseia no comportamento durante a transação e utiliza machine learning para validar a compra é a melhor solução para os negócios. Dispondo de um grande volume de dados históricos, os algoritmos preditivos são capazes de compreender se uma transação é ou não fraudulenta em menos de dois segundos, sem dependência de validações manuais.

Importância dos dados

Toda transação que é realizada na internet gera um histórico, seja ela fraudulenta ou não. E esse dado é fundamental para que a Inteligência Artificial possa combater a fraude.

Ao realizar uma compra, o consumidor precisa informar dados pessoais como nome completo, CPF, endereço, entre outros. Mas, mais do que isso, toda a navegação do dispositivo também fica registrada nas plataformas – claro, com o consentimento do usuário.

Todas essas informações são importantes na hora de validar uma transação, mas confiar apenas nos dados cadastrais é um grande erro. Os diversos vazamentos de dados recentes podem fazer com que os golpistas já possuam essas informações em mãos.

Por isso, empresas que confiam apenas em dados cadastrais para validar uma transação estão muito longe de estarem seguras e terão grandes dores de cabeça com fraudes e, consequentemente, chargebacks.

Assim, a melhor forma de se proteger é contar com um antifraude que olha para o comportamento da transação na hora de validar um pedido.

Quando nossos clientes nos enviam, via API, os dados das transações que possuem nas plataformas, alimentamos nosso modelo para que seja treinado a partir dessas novas informações. É com uma análise em cima desses dados que nossos cientistas de dados criam o que chamamos de features.

Nosso time de modelos conta com especialistas em fraudes que, com os dados em mãos, realizam análises e têm insights sobre as features que podem ser importantes para proteger e, ao mesmo tempo, alavancar os negócios.

Com essas features criadas, nosso modelo é treinado para compreender o comportamento da fraude e tomar a melhor decisão automaticamente, sem a necessidade de uma análise manual.

Como prevemos as fraudes

São as features que auxiliam os algoritmos preditivos a cruzarem informações e compreenderem o status de uma transação a partir de dados passados. Nosso modelo possui outras características fixas que também são analisadas no momento da compra, como por exemplo, “quantos CEPs diferentes já foram associados em transações passadas ao aparelho utilizado?”.

Ainda somos capazes de criar uma identificação própria para cada dispositivo. Isso significa que toda vez que um determinado smartphone, notebook ou tablet acessa a plataforma de um dos clientes da Legiti, conseguimos identificá-lo.

Entendeu agora porque os fraudadores não possuírem muitos dispositivos é uma boa notícia? Com essa característica de criar um identificador para cada aparelho, não adiantaria nem mesmo o golpista desinstalar e baixar novamente o app para tentar uma nova transação, já que seu aparelho já estaria mapeado.

Contudo, mesmo se eles possuíssem diversos aparelhos, a Inteligência Artificial seria capaz de prever a fraude, já que nosso modelo utiliza as features. 

Conseguimos, por exemplo, identificar quantas compras foram realizadas a partir de um determinado dispositivo nas últimas 12 horas. Ou quantas contas de diferentes usuários foram acessadas com ele nos últimos três meses, além de inúmeras outras características.

Ainda dentro da análise do dispositivo, olhamos para a quantidade de compras reservadas, quantas foram aprovadas, quantas viraram chargebacks, etc. Ou seja, usamos nosso modelo para cruzar os dados históricos com os da compra atual e conseguimos barrar a fraude.

Imagine então que um fraudador tenha em mãos as credenciais de inúmeras pessoas e ainda dados de cartões de crédito já testados – e com saldo disponível. Mesmo com tudo isso, ele não seria capaz de burlar o sistema da Legiti, já que não nos apegamos a dados fixos e cadastrais, mas olhamos para o comportamento.

Experiência do usuário

Um dos maiores benefícios da Legiti é com relação à experiência do cliente. Toda essa análise que fazemos durante a transação leva menos de 2 segundos. 

Ou seja, sua plataforma está segura e o consumidor nem mesmo sente que está passando por uma análise.

Essa agilidade é fundamental para aumentar a taxa de conversão, já que não leva o consumidor a desistir da compra e ainda evita outras dores de cabeça como, por exemplo, o aumento na reclamação por demora na aprovação ou até mesmo a rejeição de pedidos legítimos.

Quando se tem a necessidade de aprovação rápida, ficar nas mãos de uma análise manual, que leva mais tempo para ser realizada, fará com que muitas compras sejam deixadas de lado pelos consumidores. Além disso, nem sempre essa análise é transparente, o que não gera insumos para que a empresa consiga otimizar a tomada de decisão.

Deve-se também tomar cuidado ao simplesmente liberar todos os pedidos só porque é preciso de uma aprovação rápida e mais conversão. Como já dissemos anteriormente, seria muito fácil para um golpista burlar as regras e gerar chargeback.

Outro problema que a falta de robustez na análise pode gerar é com relação a entregas fraudulentas. Se o golpista conseguir realizar a transação e passar por cima do antifraude, a empresa terá de arcar não só com o chargeback, mas também com o custo do produto enviado e de toda a logística para este envio.

Ou seja, uma análise automatizada, robusta e ágil como a da Legiti evita muito mais do que apenas o chargeback. Também evitamos outras dores de cabeça e possibilitamos que nossos clientes foquem no que realmente importa: alavancar os negócios.

Mais do que isso, nossa parceria estratégica é essencial para cuidar com precisão das necessidades de nossos clientes, já que nosso modelo é adaptável a todos os negócios.

Quer saber como ter transparência nas decisões, evitar dores de cabeça e poder se concentrar em melhorar os resultados de seu negócio sem se preocupar com a fraude? Converse com um de nossos especialistas, é só preencher este formulário!

Artigo escrito por Felipe Oliveira
Felipe Oliveira é jornalista apaixonado por futebol, mas decidiu levar os esportes apenas como lazer depois trabalhar na redação em uma edição de Jogos Olímpicos e uma Copa do Mundo. Formado também em Direito, desde 2019 aceitou o desafio de escrever sobre tecnologia e, em 2021, passou a atuar com o tema fraudes. No tempo livre gosta de assistir a jogos de futebol e matar a saudade da infância com canais de YouTube sobre games antigos.